Sobre a ASA

A ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação foi fundada em 1964, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. É herdeira patrimonial e ideológica da Biblioteca Scholem Aleichem, criada em 1915 por imigrantes da Europa Oriental.

Tendo como patrono o mestre da literatura ídish Scholem Aleichem, concentra suas atividades no terreno cultural, promovendo debates, cursos e seminários, exibindo vídeos e organizando manifestações artísticas. Estimula, com suas programações, uma intensa reflexão sobre os temas judaicos e gerais que mobilizam as inquietações contemporâneas.

Scholem Aleichem 6Scholem Aleichem – Pseudônimo do escritor judeu ucraniano Scholem Rabinovitch (1859-1916). É carinhosamente chamado de “o neto da literatura ídish”, pois foi o mais jovem dos três maiores escritores nesta língua (os outros foram Mendele Moicher Sforim e Isaac Leibusch Peretz). Criou personagens densos como o casal Menachem Mendl e Sheine Shendl, e Tevye, o leiteiro. Com fino humor, retratou uma época em que ruíam os guetos ancestrais da Europa Oriental e se criavam enormes tensões entre a vida tradicional do shtetl e as mudanças prometidas pelos movimentos sociais.

Biblioteca Scholem Aleichem – Teve sua sede original na Praça Onze, reduto principal dos imigrantes judeus no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Além das atividades próprias de uma biblioteca, com expressivo acervo de livros e periódicos em ídish, tornou-se importante centro cultural, organizando todo tipo de debates e palestras e criando um grupo teatral que marcou época na cidade. O ativista Aron Shenker disse que “a biblioteca é a precursora e mãe de todas as instituições progressistas judaicas”. Antes de se transformar na ASA, sua sede localizava-se na rua Álvaro Alvim, no centro do Rio.

ASA não se vincula a qualquer corrente religiosa. Define-se como laica e democrática, elegendo a raiz cultural como o elemento primordial de sua identidade judaica.

Os direitos das minorias, a judaica entre elas, só poderão ser respeitados em sociedades tolerantes, que respeitem o direito à diferença. Por isso, é nossa tradição institucional histórica lutar pela verdadeira democracia, que pressupõe igualdade de direitos econômicos, sociais, culturais e políticos. Esta luta demanda alianças que ultrapassam as fronteiras estritamente judaicas.

Além da busca permanente do diálogo dentro da comunidade judaica, nossa estratégia inclui o contato com todas as forças sociais que compartilham nossa visão progressista.