Boca no Trombone – Erro persistente”

No programa eleitoral da TV do dia 19 de agosto, o candidato a deputado federal pelo PSTU, Cyro Garcia, defendeu “o fim do Estado de Israel”. Não tendo havido contestação, é de se supor que esta é a posição do partido.

Repudiamos, com veemência, esta proposta. Os graves conflitos do Oriente Médio não se resolverão com delírios sectários, fantasias demográficas ou provocações regressivas. A História é uma senhora paciente, tem seu tempo próprio. Neste momento, ela ensina a olhar para as forças em confronto e visualizar, com sensibilidade, os possíveis caminhos para a paz. Entre eles, não está a eliminação de um dos protagonistas. O PSTU presta um enorme desserviço político à esquerda, ao insistir na extinção do Estado de Israel. A reação adora este tipo de aceno, que alimenta a imagem absurda de que “toda a esquerda é antissemita”.

Insistimos que a solução do conflito entre israelenses e palestinos se sustenta num binômio:

1. Desocupação dos territórios palestinos, estabelecendo-se novas fronteiras com base nas linhas existentes antes da guerra de junho de 1967 e respeitando-se a resolução número 242, da ONU, aprovada em 22 de novembro de 1967.

2. Implementação da fórmula dois povos para dois Estados, com reconhecimento mútuo e garantias para a segurança de ambos. Que o Estado palestino, sem descontinuidade territorial, tenha direito a manter todas as instituições definidoras de um Estado moderno.

Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2014

Diretoria da ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação

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