Boletim, 25

Slide1Em 1989, 25 anos depois do golpe militar, o Brasil voltava a ter eleições diretas para presidente da República. No mesmo ano, outras notícias chamaram atenção. Vinha abaixo o Muro de Berlim, marcando o final simbólico da Guerra Fria. O rompimento do casco do navio Exxon Valdez, nas águas do Alasca, resultou no derramamento de cerca de 11 milhões de galões de óleo, atingindo uma área que chegou a 1200 quilômetros quadrados. Foi uma das maiores tragédias ambientais da História. Morreram Raul Seixas, Nara Leão, Luiz Gonzaga, Herbert Von Karajan, Chacrinha, Dina Sfat, Dolores Ibarruri (a lendária dirigente comunista espanhola La Pasionaria, essencial na resistência antifascista na guerra civil de 1936-1939), Salvador Dali, Paulo Leminski. Aqui no Rio, nascia o Boletim ASA.

Fruto do processo de reconstrução da entidade e do clima de descompressão política que se seguiu ao fim da ditadura militar, o Boletim apareceu em agosto de 1989, com modestas oito páginas. Desde o início, caracterizou-se por abrir espaço ao diálogo. Por suas páginas desfilaram articulistas de tendências variadas, imprimindo a marca democrática que nos orgulhamos de manter. No editorial do número inaugural, escrevíamos que “queremos abrir as portas a todos os que se inquietam”. É um objetivo permanente da ASA, que tem no Boletim uma ferramenta valiosa.

Passado um-quarto de século, com edições bimestrais ininterruptas, olhamos confiantes para o futuro. Afinal de contas, não são muitas as publicações judaicas brasileiras com tamanha longevidade. Vamos nos empenhar para atrair mais colaboradores e incentivar maior participação dos leitores, com uso mais dinâmico da internet. Sua presença, caro leitor, é insubstituível na construção deste futuro.

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Perto do fechamento desta edição, foram eleitos a nova Direção Executiva e os 36 membros do Conselho Deliberativo da FIERJ. O presidente é Paulo Maltz. A ASA lhe deseja um mandato criativo, com abertura para a participação de amplos segmentos da comunidade judaica. Que a gestão seja marcada pelo diálogo respeitoso com todas as correntes que compõem o judaísmo carioca, sem qualquer tipo de discriminação.

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A ASA deseja a toda a comunidade judaica um 5775 pleno de acolhimento e fraternidade. Que o novo ano revitalize as lutas por maior justiça social e amplie os espaços livres de discriminação e ódio. Que o Outro seja ouvido para ser entendido.

A Gut Ior! Shaná Tová! Anyada Buena!

Boletim nº 150 – setembro/outubro de 2014 – Ano 26

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