Meio século

Slide1Começou como biblioteca na Praça Onze. Os imigrantes que chegavam ao Rio tinham sede de cultura e usavam a BIBSA – Biblioteca Israelita Brasileira Scholem Aleichem como ponto de encontro social, intelectual e político. Ali misturavam a nostalgia da terra deixada para trás com a integração cada vez maior com o país que escolheram para viver. Destruída a Praça Onze, fez um pit stop no centro da cidade antes de se mudar para Botafogo. Nascia, em 1964, a ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação.

Ambas resistiram a ditaduras. A BIBSA foi perseguida pela polícia do Estado Novo e teve suas atividades vigiadas e censuradas. Já a ASA enfrentou os anos duros da ditadura civil-militar implantada em 1964, mesmo ano de sua fundação. Abrigou encontros de resistência, com destaque para os que, na década de 1970, organizaram a luta pela anistia. Firmou, ao longo dos anos, uma sólida reputação progressista, dentro e fora da comunidade judaica.

Neste 2014, a ASA completa meio século. Entretanto, não dorme sobre os louros que honram sua longa trajetória. Planeja o futuro, multiplicando atividades, melhorando o contato com o público e criando pontes com entidades da sociedade civil brasileira e com as comunidades judaicas do Brasil e do exterior. Sempre a partir de uma visão laica e internacionalista, marca registrada desde os tempos da BIBSA.

Ao longo de 2014, várias programações registrarão a marca dos cinquenta anos. Você, que nos acompanha e reconhece a importância de uma entidade com a ASA, é nosso convidado nesta celebração. Valorizemos juntos o passado sem descuidar do futuro.

Boletim nº 146 – janeiro/fevereiro de 2014 – Ano 25

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